sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

AGENDA DE FINAL DE ANO DA TEIX - CONVIDADOS E DESCONTOS ESPECIAIS

          Quatro atividades importantes marcam a agenda de dezembro da Galeria e do Estúdio Teix. No início do mês foi aberta a exposição "Uns Putos", com colagens e desenhos do artista gráfico Ricardo Humberto. Nesta semana, a Galeria abriu seu acervo de objetos e obras para o Bazar de Natal. Já o Estúdio Teix tem a presença da tatuadora convidada Nashari Katherin, em breve temporada na cidade.

          Traços - Nashari Katherin tem 25 anos, nasceu e foi criada em Brazlândia. Autodidata, aos 12 anos começou os estudos diários de desenho. Aos 16 fez a primeira tatuagem no pai.

Tattoo executada por Nashari Katherin em sua temporada no Estúdio Teix
            "Dedico a minha vida à tatuagem, não há nada que eu queira mais que isso, uma vida só é muito pouco para aprender e retribuir as boas vivências que esta arte ancestral proporciona a nós".  Ela busca a harmonia das formas e desenhos no corpo, a partir de pontos, linhas e texturas, atingindo resultado único na pele. Após uma temporada em Buenos Aires, ela voltou a Brasília e atende no Ateliê Tattoo.


Alguns desenhos disponibilizados pela tatuadora

          Bazar de Natal – como acontece nos últimos anos, além das obras da exposição "Uns Putos", do artista Ricardo Humberto, as quais variam de R$ 200,00 a R$ 2.000,00, a Galeria colocou parte do acervo como opção de presentes de Natal. Para esta edição estarão à venda obras de Frede Tizzot, Roberto Pitella, Cintya Hein, Marco Teixeira, Beto Janz, Artestenciva, Claudia de Lara, Sandra Hiromoto, Vavá Diehl, Ana Procopiak e objetos da linha de design PretoemBranco.

          Confira abaixo algumas das opções disponíveis!

Obra de Ricardo Humberto - R$ 600,00

Obras de Ricardo Humberto - R$ 800,00 cada

Obras de Beto Janz - de R$ 500,00 por R$ 350,00 cada
Obra Giraffa - de R$ 780,00 por R$ 550,00
Cofre Vil Metal - de R$ 150,00 por R$ 100,00
Objeto de design Athos Bomcão - de R$ 1.500,00 por R$ 1.100,00




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(41) 3018-2732 | 3019-2294
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A EQUIPE TEIX CONTA COM UM NOVO PROFISSIONAL

          O Estúdio Teix conta com mais um profissional integrando sua equipe de tatuadores. Alan Kinuta, que acaba de se mudar para Curitiba fugindo da vida agitada de São Paulo, onde atuou de 2009 a 2014.


          O primeiro contato de Alan com a arte foi através do grafitti. Logo em seguida, em meados de 2007, conheceu o universo da tatuagem, no Japão, onde iniciou seus estudos da tatuagem tradicional japonesa. Desde então, vem se dedicando a desenvolver seu trabalho  baseado em suas experiências. Possui como principais referências o ukiyo-e e a old school.

          É com bastante alegria que informamos que a Equipe Teix está crescendo e que agora também podemos atender nossos clientes que apreciam o estilo old school e oriental.

















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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

EXPOSIÇÃO "UNS PUTOS", DE RICARDO HUMBERTO

          A Galeria Teix abre nesta quinta-feira, dia 4 de dezembro, às 19h, a exposição "Uns Putos", do ilustrador Ricardo Humberto, com curadoria de Marco Teixeira. São diversos desenhos e colagens em técnica mista, às vezes se apropriando de imagens existentes outras com criações do artista.


           Ilustrador de mão cheia Ricardo Humberto é dono de uma imensa folha corrida, tendo  trabalhos publicados em diversos veículos, entre os quais a revista Gráfica e o Jornal literário Rascunho, além de ter sido o responsável pelo departamento de imagens do Jornal Gazeta do Povo, onde permaneceu de 1996 a 2009. Atualmente ilustra, entre outras coisas, uma coluna mensal na Folha de São Paulo.

          Desenhador compulsivo, não escolhe hora nem lugar para trazer à luz as imagens que povoam sua imaginação. Apesar de nunca antes ter se apresentado publicamente como artista, classificando-se sempre como ilustrador, basta apenas um olhar mais atento para a volumosa obra deste curitibano ímpar, com seus quarenta e poucos anos, para percebermos a força expressiva emanada de seus trabalhos.


           Utilizando-se de técnica mista dentre as quais, colagens, desenhos e pinturas, por vezes se apropriando de imagens já existentes, outras criando seus próprios gráficos, o artista organiza e compõe a partir deles, exteriorizando o que seria uma visão muito particular do mundo à sua volta. Em momento algum tem um objetivo final para sua produção, vivendo de maneira intensa e repetitiva, dentro do seu processo criativo, numa constante cadeia de erros e acertos.

          Ao comparar sua obra com o fato de estar sempre diante de um espelho, se diz incomodado com a figura recorrente, a qual depois de todos esses anos acabou por adquirir vida própria, mas que continua ali, presente e estática, cobrando do artista o seu direito de existir.

O artista Ricardo Humberto prestigiando lançamento da exposição "Em Casa 3por3"

          Com traços firmes e precisos e composições primorosas, Ricardo vem nos mostrar agora, o resultado de todos esses anos de exercícios e reflexões, através de obras inéditas criadas exclusivamente a partir da sua necessidade de expressão, expondo assim uma face que se manteve oculta durante todos esses anos, materializadas na forma de perturbadoras imagens, gritando para todos com a voz, que o artista, de outra forma, parece não ter.

          Seguindo sempre na condição de artista outsider, Ricardo Humberto vem agora solicitar seu quinhão de reconhecimento e certamente seu trabalho maduro e provocativo não passará despercebido aos olhares do público que até então não havia tomado conhecimento de sua existência.

          Esta exposição encerra o calendário de atividades de 2014 da Galeria Teix.



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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

"EM CASA 3POR3" APRESENTA TALENTOS CURITIBANOS

          Em mais  uma postagem da exposição "Em Casa 3por3", falaremos hoje sobre os outros participantes da mostra.

          No primeiro espaço apresentado, juntamente com a poltrona "Chifruda", de Sérgio Rodrigues, está a cadeira "Exo", da Fetiche Design, e um painel expositivo sobre todo o processo criativo da peça. Os designers Carolina Armellini e Paulo Biacchi criaram a Fetiche em 2008, com a intenção de ter autonomia para mostrar o novo, criar e produzir com liberdade. A cadeira "Exo" é um dos resultados desse sonho. Inspirada no exoesqueleto de animais artrópodes, ela é composta por placas rígidas encaixadas de forma a compor sua estrutura.



 


          Ainda no primeiro ambiente, o visitante pode apreciar a obra "Feto", de André Coelho, artista curitibano que sempre se interessou pelas conexões entre design e arte. Segundo ele, um dos principais atrativos da mostra é o ciclo criativo entre áreas e gerações apresentado, que propicia ao espectador uma experiência visual coletiva e integrada.



O respeitado arquiteto curitibano Manoel Coelho prestigiando a noite de lançamento

          Em outro espaço da “Em Casa 3por3”, junto a um ícone de Lina Bo Bardi, a mesa "Girafa", está um painel expositivo do Bower Studios. De Danny Giannella e Tammer Hijazi, o estúdio fica em Nova York e tem como inspiração a música, a arte e a natureza. A partir disso, os designers buscam surpreender e engajar as pessoas criando objetos simples, inteligentes e funcionais.





          Ao lado, estão expostas xilogravuras de Frede Tizzot. O artista se inspirou em criações de Lina Bo Bardi e compôs obras que misturam a textura única da xilogravura com a leveza dos traços da arquiteta. Os painéis de madeira produzidos por Tizzot e utilizados como "matriz" para o desenvolvimento das gravuras, também estão expostos. Em conjunto, tornaram-se uma instalação impactante.


Frede Tizzot em frente a suas obras
            Por último, o sofá "Conversadeira", de Bernardo Figueiredo, em conjunto com a instalação do jovem designer Maycon Aram mostra o processo criativo integrado, considerando que todos se utilizam da comunicação para nominar ou definir suas criações. A Aram Soulcraft desenvolve óculos de madeira originalmente artesanais e sob medida, e conta com uma assessoria especial para cada cliente na escolha de sua armação, confirmando a singularidade de cada produto.

Maycon Aram e a instalação sobre o processo produtivo da Aram Soulcraft
          Também compõe o espaço a obra do artista Marcelo Scalzo, que recém chegado de uma longa temporada na Europa está em um processo de pesquisa em que começou a utilizar a técnica de stencil. Nessa exposição, a obra apresentada foi intitulada de "Conversação". 

Marcelo Scalzo em frente ao quadro "Conversação"


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terça-feira, 25 de novembro de 2014

GRANDES NOMES DO DESIGN FORMAM A BASE DA "EM CASA 3POR3"



          A atual exposição da Galeria Teix, a "Em Casa 3por3", foi centrada em três grandes nomes do design mundial: Sérgio Rodrigues, Lina Bo Bardi e Bernardo Figueiredo. No post de hoje falaremos um pouco sobre cada um desses famosos designers e de suas criações.

Mostra "Em Casa 3por3"

Sérgio Rodrigues
(Rio de Janeiro, 1927 – Rio de Janeiro, 01.09.2014)

Sérgio Rodrigues
              Arquiteto e designer carioca, Sérgio Rodrigues foi um dos pioneiros a transformar o design brasileiro em design industrial e a torná-lo mundialmente conhecido. Formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1952, e iniciou seu trabalho como arquiteto no projeto do Centro Cívico de Curitiba. O auge de sua carreira foi entre os anos 50 e 60, quando trabalhou com design de móveis modernos no Brasil, trazendo a identidade brasileira para seus projetos, tanto nos desenhos quanto nos materiais trabalhados – couro, palhinha e madeira.
          Foi também o fundador da indústria Oca, um dos estúdios de arquitetura de interiores e cenografia mais importantes para a indústria do mobiliário brasileiro. Em 1968, montou seu próprio ateliê de design de móveis e arquitetura, no Rio de Janeiro, por meio do qual realizou vários projetos nacionais e internacionais, como a Embaixada do Brasil em Roma, e o Palácio do Itamaraty e o Teatro Nacional, ambos em Brasília. Em 1973, fundou a empresa Sérgio Rodrigues Arquitetura, que funciona até hoje no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Poltrona "Aspas" ou "Chifruda"

"Aspas" na "Em Casa 3por3"

           A espetacular poltrona "Chifruda" foi criada por Sérgio Rodrigues em 1962, quando o arquiteto montou em sua loja Oca a exposição "O Móvel como Obra de Arte".  Inspirada em ossos de animais pré- históricos, ficou anos fora de cena, pois do protótipo original da poltrona foi produzida apenas uma unidade, em jacarandá e couro, que se perdeu. O nome original era "Aspas", mas ela ficou mundialmente conhecida como "Chifruda".
          Após muitos anos perdida, a peça reapareceu em 2008, sendo arrematada por um americano pela bagatela de 30 mil dólares. Chamado para restaurar a poltrona, Rodrigues teve a ideia de reeditá-la. A Mendes-Hirth realizou uma verdadeira arqueologia de design para recuperar a peça, que foi relançada em 2009, em edição limitada e numerada, na Espasso, loja de Nova York especializada em design brasileiro.


Lina Bo Bardi
(Roma, 5.12.1914 – São Paulo, 20.03.1992)

Lina Bo Bardi
             Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, foi uma grande arquiteta modernista italiana que teve grande impacto na arquitetura brasileira. Estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma durante a década de 30. Depois mudou-se para Milão, onde trabalhou para Giò Ponti, editor da revista Domus. Casou-se com o jornalista Pietro Maria Bardi em 1946 e, no mesmo ano, após a guerra, partiu para o Brasil.
          Aqui, Lina encontrou uma possibilidade de concretização das ideias propostas pela arquitetura moderna. Instalou-se em São Paulo, projetando e construindo, mais tarde, a Casa de Vidro. No final dos anos 50, iniciou uma temporada na Bahia, onde dirigiu o Museu de Arte Moderna e fez o projeto de recuperação do Solar do Unhão. Em 1958, projetou o MASP, em São Paulo, considerado sua obra prima. No final da década de 70, executou uma de suas obras mais paradigmáticas, o SESC Pompeia.


SESC Pompeia, em São Paulo

           Na década de 1980, elaborou projetos de restauração no centro histórico de Salvador. Lina manteve intensa produção cultural até o fim da vida, em 1992, e morreu trabalhando, o que era um de seus desejos.

Mesa e Cadeira "Girafa"

Mesa "Girafa" na "Em casa 3por3"
            Em 1986, Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki iniciaram um grande e ambicioso trabalho de recuperação do Centro Histórico de Salvador. Lina odiava tudo o que via no mercado do mobiliário e foi aí que eles pensaram em projetar pelo menos parte dos móveis para os projetos.  Apesar de uma resistência de Lina, que alertava o grupo sobre possíveis frustrações comerciais e de plágios (como as que teve com a sua própria marcenaria, a Pau Bra, ainda nos anos 50), criaram, juntamente com Francisco Fenucci, uma empresa para executar trabalhos de qualidade no campo do mobiliário, a Marcenaria Baraúna.
         Por meio dela, transpuseram para o mobiliário o raciocínio arquitetônico, baseado na lógica estrutural forte, em que a construção dos móveis é deixada à vista, explícita, sem trucagens, dissimulações ou acréscimos decorativos. Desde o início, a opção foi por desenhos modernos, de linhas simples, livres das tendências e trejeitos da moda, buscando sua matriz na conjugação da riqueza da cultura popular brasileira em suas formas e soluções vernaculares com as lições dos grandes mestres da arquitetura e do design.

Banco "Stool 60", de Alvar Aalto, e mesa e cadeiras "Girafa", de Lina Bo Bardi

           Começaram por estudar os móveis de Alvar Aalto: os famosos banquinhos de três pés, geniais e universais. Tomaram esses banquinhos como base de uma nova cadeira, que mais adiante se tornaria a "Girafa". Adaptaram o compensado para a madeira maciça brasileira, mais resistente e pesada, e trabalharam por meses em desenhos e inúmeros protótipos na Baraúna. O grande teste foi sentir a reação dos amigos e clientes da Bahia. Roberto Pinho, secretário de projetos especiais de Salvador na época, e o prefeito Mário Kertész, logo se encantaram com a peça.


Bernardo Figueiredo
(Rio de Janeiro, 1934 – 24.05.2012)

Bernardo Figueiredo
           Formado em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, Bernardo Figueiredo se encantou pelo design e encantou o design com suas peças. No auge da sua carreira, na década de 60, criou sua própria linha de móveis residenciais e desenvolveu 80 peças em menos de seis anos. Ficou conhecido pelos desenhos dos móveis que decoraram o Palácio dos Arcos, atual Palácio do Itamaraty, criados quando Brasília comemorava seus primeiros anos de vida.
          Nos anos seguintes, Figueiredo voltou-se para a arquitetura, a frente de seu escritório Arquitetura Espacial, no Rio de Janeiro. Seu trabalho no ramo moveleiro acabou sendo relançado no início de 2011, um ano antes de sua morte, pela Schuster Móveis e Design.

Bernardo Figueiredo e Sérgio Rodrigues, no stand da Schuster, na terceira edição do Salão Design Casa Brasil, em 2011

          A trajetória de Bernardo como designer foi marcada pela valorização de materiais genuinamente brasileiros, como a madeira e a palha. Entre as suas peças que foram reeditadas estão a poltrona "Rio" e o sofá "Conversadeira".

Sofá "Conversadeira"

Sofá "Conversadeira" na "Em Casa 3por3"
          Bernardo tinha cerca de 30 anos quando foi chamado, juntamente com outros arquitetos, para desenhar móveis para o Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. A ele coube o Salão de Recepções, a Sala para Conferências das Embaixadas e a Sala Bahia, para pequenos banquetes. Foi quando o sofá SO-02 recebeu o nome de "Conversadeira".


          Na época, em 1967, a peça recebeu veludo capitonê. Já na sua reedição lançada pela Schuster, em 2011, foram mantidas a madeira e a palhinha, e o tecido foi escolhido no sentido de valorizar a brasilidade presente nas criações de Bernardo Figueiredo.

Sofá "Conversadeira" em veludo capitonê, no final da década de 60

          A mostra "Em Casa 3por3" fica em exposição até o próximo sábado, dia 29 de novembro. Ainda dá tempo de conferir!


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