sábado, 19 de julho de 2014

TATUAGENS, TATUADORES E TATUEIROS – O RESPEITO QUE CABE A CADA UM



          Marcado no corpo, sob a pele perfurada e sobre a carne magoada fixa-se o desenho escolhido. A intervenção humana se dá pela tinta, pela dor e pelo sangue, dura o tempo de uma vida, da vida de quem a leva, do fragmento de vida que lhe resta. Transcende o estético, ninguém possui a tatuagem, ela é o corpo de cada um, como qualquer órgão, marca ou cicatriz.


          Quem pode listar as incontáveis motivações que levam alguém a essa escolha? Quem pode julgar a estética de cada pessoa? Eu, certamente, não. Foi como um banho de água fria descobrir que desde o séc. XIIX a tatuagem é uma linguagem “contemporânea”, com possíveis apropriações artísticas e não mais um estigma que identifica bandidos, prostitutas ou viciados. E eu me achando tão moderno…

           Foi um chacoalhar ouvir do meu amigo Rodrigo Botero, de quem com muito orgulho já fui orientador e por quem, com orgulho ainda maior, já fui orientado, que esse papo de “tatuagem como linguagem e corpo como suporte” já deu, encheu o copo. A ideia de que tentando ser vanguardista me mantenho contemporâneo ainda permanece, porém o que é vanguarda ou atual é que preciso reavaliar. O ponto de vista conceitual volta à estaca zero, porém a ética permanece, ainda bem.



          Quanto à ética, penso o seguinte: somos profissionais, exigimos respeito. Mas estamos, de fato, fazendo por merecer esse respeito? Quem é hoje o profissional da tatuagem? O sujeito que possui as máquinas, as tintas e agulhas e a coragem para injetar essa tinta sob a pele de alguém já pode se dizer profissional? Para mim, não. Me parece óbvio que a detenção da técnica seja fundamental, tanto quanto um mínimo de cultura artística, conhecimento de desenho, capacidade para apresentar propostas e soluções a seus clientes, procurando inovar com criatividade e segurança, compreendendo e tratando cada cliente como único, tanto do ponto de vista anatômico quanto sócio-cultural, e percebendo que a pequena flor no ombro da garota pode ter, para ela, o mesmo peso que tem para o guitarrista daquela banda o seu braço fechado. É preciso entender que tanto a pequena flor quanto o braço fechado precisam ser, ao menos enquanto são executados, tratados com igual respeito e dedicação. Temos nossas preferências, é claro, mas vamos deixá-las para depois, quando a coisa já estiver pronta.


          Não é crime recusar-se a realizar um trabalho, feio é aceitá-lo pelos motivos errados e tratá-lo com descaso ou desprezo. Sendo mais honestos conosco e com nossos clientes certamente estaremos fazendo muito mais pelo nosso trabalho e pela tatuagem em geral.

           Para o momento, é só o que tenho à dizer. Devaneios estéticos e conceituais, preciso desenvolvê-los mais e melhor para que possa defender então um ponto de vista mais realista, coisa que faço durante toda minha carreira, de maneira honesta e consciente. E é essa consciência que às vezes dói...

(Texto de Marco Teixeira originalemnte postado em: http://indelevel.org/ )



          Marco Teixeira cursou a Escola de Musica e Belas Artes do Paraná onde obteve licenciatura plena em desenho, tornando-se artista por opção e insistência. Vem nos últimos dez anos dedicando-se quase que exclusivamente à tatuagem. Apresenta em seus trabalhos uma proposta bastante contemporânea, tentando sempre se manter o mais distante possível do que considera tatuagem tradicional.



SERVIÇO:

Estúdio Teix
(41) 3018-2732 | 3019-2294
Av. Vicente Machado,666 - Batel Soho
estudioteix@gmail.com

sábado, 5 de julho de 2014

A ARTE DE SANDRA HIROMOTO



          Sandra Hiromoto é paranaense de Assis Chateaubriand e vive na capital do estado desde 1984. Formada em Desenho Industrial pela PUC-PR, é designer, especialista em Marketing, e artista plástica, especialista em poéticas da Arte Contemporânea. Em Curitiba participou de exposições no Museu Metropolitano, Museu da Gravura, Instituto Cultural Brasil/Japão, Museu da Imagem e do Som, Museu Paranaense, Memorial de Curitiba, Galeria de Arte Solar do Rosário e, claro, aqui na Galeria Teix. Além disso, suas obras já estiveram presentes em salões e mostras em outros estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraíba e Santa Catarina, e também fora do país. Sandra foi premiada em eventos na França, além de ter participado da II Bienal de Artes brasileiras em Bruxelas, na Bélgica, e de ter exposto no Japão nos Museus de Kobe, Ehime, Yokohama e Kumamoto.

A artista Sandra Hiromoto

          Em reflexão sobre a obra de Sandra Hiromoto, a também artista plástica Walkyria Novais fala da presença marcante dos objetos nas criações da parananese. “Sandra Hiromoto promove o diálogo dos objetos domésticos, melhor, dos objetos cotidianos. Mas quem dialoga com eles? É a artista que conversa com sua pintura? Ou somos nós, os expectadores, que somos convidados a dialogar com os objetos e por extensão com a própria artista? Que segredos esses objetos querem compartilhar? Esses questionamentos perturbadores perpassam toda a obra de Sandra Hiromoto, seja pela escolha da sua temática, seja pela forma de abordagem estética.”
 
Ilustrações da Série "People Like Objects", à venda na Galeria Teix

Sandra Hiromoto, a galerista Jô Maciel e o artista e tatuador Marco Teixeira (Registro de Cintya Hein)

          O acervo da Galeria Teix conta com diversas obras da artista. Na criação dos galões da Série “People Like Objects”, a intervenção de Sandra nos objetos transformou-os em obras de arte que podem ser mais do que apreciadas. Afinal, as opções de utilização dos objetos continuam ali, foram preservadas. Eles podem ser usados como porta-objetos ou mesa de canto. Colocar um tampão de vidro sobre o conjunto dos três galões também parece uma boa ideia. Empilhados, juntos ou separados... as opções de composição são diversas.


Quadro da Série "diálogo entre objetos" e galões da Série "People Like Objects"


           Atualmente, Sandra está com uma exposição no Museu Alfredo Andersen chamada “Objetos de Andersen”. A obra da artista foi criada por meio de uma intervenção em um grande muro do museu e contém elementos marcantes dos trabalhos de Sandra, como o stencil e a tipografia, influência de sua formação como designer gráfica.

Obra de Sandra Hiromoto no Museu Alfredo Andersen




Banco Fibo de Juliano Monteiro, ilustração de Rafo Castro e galões interferidos por Sandra Hiromoto




  




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quinta-feira, 26 de junho de 2014

PATRICIA AZONI NA EXPOSIÇÃO "SHOW DE BOLA", NO RIO DE JANEIRO

          A arquiteta e artista Patricia Azoni, que tem seu trabalho exposto na Galeria Teix, participa desde o início desse mês da exposição “Show de Bola”, no Rio de Janeiro. O projeto é uma interação cultural que reúne obras de 95 artistas plásticos de diferentes países, como Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, México, Nigéria, Noruega, Nova Zelândia, Portugal, Quênia, Reino Unido e Suíça.

A Série "Dom Hearts", de Patricia Azoni, exposta na Galeria Teix

          A obra de Patricia que integra a exposição chama-se “Meu Brasil Brasileiro” e tem como suporte uma tela em forma hexagonal, com 60 cm em cada um dos lados. Para a transposição da sua obra em 2D foi utilizada a impressão de pigmento mineral sobre canvas. O resultado foi um trabalho que reúne cores, texturas e outros dois elementos marcantes em diversas obras da artista, formas geométricas e volumes em madeira.


Obra "Meu Brasil Brasileiro"


          A obra original, que deu origem à peça que compõem a exposição carioca, ainda está em fase de execução em madeira e transporta o espectador para uma viagem pelo Brasil passando por monumentos, natureza, futebol, carnaval, arquitetura, e muitas cores!


A obra original, ainda em fase de execução

           Dedicada ao estudo de composições artísticas desde 1999, Patricia Azoni é artista permanente da Galeria Ward-Nasse, de Nova York. Também na cidade americana ela participou recentemente da tradicional feira de artes “Artexpo New York”, apresentando obras da série “Dom Zoo”, composições em madeira e azulejos.


Algumas das peças da Série "Dom Zoo"


O macaquinho da série "Dom Zoo"

          Apresentação das obras de Patricia Azoni segundo a galeria Ward-Nasse:Expressões adaptadas aos princípios de uma composição suave, em que as formas geométricas são otimizadas ao extremo, traduzindo volumes criativos por meio de componentes primários da linguagem visual: texturas, cores, formas e sombras. Esses componentes são trabalhados estabelecendo diversas relações entre as três unidades básicas de todas as formas: círculos, triângulos e quadrados. A obra de Patricia traduz a expressão do consagrado arquiteto Walter Gropious: ‘Simplicidade e Multiplicidade’.”


Obra "Tributo ao Mestre", inspirada em Roberto Burle Marx




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sexta-feira, 13 de junho de 2014

"CURITIBA, QUEM É ESSA?" EM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DA FOTOTGRAFIA



           A exposição ‘Curitiba, quem é essa?’, organizada pela Galeria Teix e que ficou aberta ao público de abril a maio, neste espaço, ganha mais uma temporada. As fotografias serão expostas no Museu da Fotografia da Cidade de Curitiba, no Solar do Barão, a partir desta sexta-feira (13).


Museu da Fotografia da Cidade de Curitiba

           Participam da mostra Ana Procopiak, Auana Zubek, Claudine Watanabe, Cintya Hein, Faisal Iskandar, Marco Teixeira, Maria Mion, Maringas Maciel e Neni Glock.

A galerista Jô Maciel e os artistas participantes da exposição

           A exposição, organizada por Jô Maciel, reúne um grupo heterogêneo para mostrar a cidade, as pessoas e os lugares. “Questionamos quem somos e para onde vamos. Muitas vezes não reconhecemos os lugares por onde passamos e nem conhecemos partes da cidade. O olhar destes artistas mostra uma Curitiba que, muitas vezes, não enxergamos”, disse.

Exposição "Curitiba, quem é essa?", quando ainda estava no espaço da galeria Teix





SERVIÇO:


Exposição “Curitiba, quem é essa?”
Abertura dia 13 de junho às 19h
Período de exposição até 10 de agosto

Museu da Fotografia
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 533
Centro / Curitiba

Galeria Teix
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